Por Lucas Rizzi
Das seis obras completas da novelista britânica Jane Austen, duas delas, A Abadia de Northanger (1818) e O Parque de Mansfield (1814), provocam dor de cabeça em seus admiradores. Editadas há décadas no Brasil, ambas sumiram do mapa há tempos. Não adianta vasculhar em livrarias e nem nas prateleiras mais empoeiradas dos sebos. Esqueçam, porque nesse palheiro não tem agulha. Só com uma generosa dose de sorte é possível encontrar um desses títulos no país, ou então na forma de e-books, e mesmo assim, apenas depois de muito suor.
Mas o ano de 2009 será de novidades para os fãs da escritora. Não é que a Landmark, que tem em seu catálogo dezenas de livros em edições bilíngües, resolveu ressuscitar essas duas raridades? Conforme já anunciado em seu site oficial, a editora irá relançar A Abadia de Northanger ainda neste mês, e O Parque de Mansfield em agosto. Boa notícia para os fãs? Nem tanto.
Explico. Em 2007, essa mesma editora publicou outra obra da escritora, Persuasão (1818), seu último romance. E o resultado não foi dos melhores. Mas antes de tudo, vale contar a sua história. Afinal, um pouco de Jane Austen nunca é demais.
Em Persuasão, diferente dos outros livros da autora, a protagonista, Anne Elliot, é uma mulher já amadurecida, beirando os trinta anos. Não possui a personalidade impetuosa e irônica de Elizabeth Bennet, o caráter apaixonante e inconsequente de Mariane Dashwood ou a excessiva cautela e zelo de sua irmã, Elinor - para ficar nas heroínas mais conhecidas, de Orgulho e Preconceito (1813), e Razão e Sensibilidade (1811).
Quando jovem, em nome da honra de sua família, Anne é persuadida a romper seu compromisso com o militar Frederick Wentworth, um homem até então sem posses. Oito anos depois, quando se passa a história, seus sentimentos voltam à tona ao encontrar Frederick, agora um capitão bem sucedido da marinha britânica. A partir daí, a história segue à maneira tipicamente austiniana. Supostos heróis que nas últimas páginas se mostram ambiciosos vilões, arrependimentos, amigas, parentes ou agregados não tão
confiáveis, etc.
Mas, voltando à edição da Landmark, a obra, que por muitos é considerada a mais madura de Jane Austen, com sua ironia afiada como nunca, acaba perdendo muito de seu valor por conta de uma tradução bastante deficiente, que aparece no nome de Fabio Cyrino. As falhas são muitas. Passando pelas páginas, que mais parecem folhas de jornal, não é difícil encontrar erros de concordância, aspas que não fecham – isso quando não estão em lugares onde não deveriam estar – vírgulas substituindo ponto final, e por aí vai.
Além disso, o texto foi traduzido de maneira excessivamente literal. O que era leve e fluente em inglês, fica truncado e burocrático em português. Um crime contra uma autora conhecida pelo grande domínio da língua. A sua ironia, bom humor e fineza no trato com a escrita ao retratar as diferentes classes sociais se perdem em meio a todos esses defeitos.
Tudo isso ganha proporções ainda maiores em uma edição bilíngüe. O texto original está logo ali ao lado, implorando por uma comparação do leitor e escancarando ainda mais as falhas presentes na tradução. Para piorar, há uma acusação de plágio de uma edição portuguesa da Europa-América. É como se fosse aquele aluno que cola de quem tira zero.
Ter a oportunidade de possuir a obra completa de Jane Austen – apesar daquelas capas que desconsideram completamente a existência de fãs homens - é de enxer os olhos dos mais e até dos menos fanáticos. Mas qualquer admirador ou interessado preza pela qualidade do que está lendo. E aquele que se iniciar na prosa austiniana pela versão da Landmark de Persuasão certamente não será motivado a se aprofundar.
Por via das dúvidas, leitor, não compre os novos títulos da editora. Não se arrisque, aposte naquilo que é certo: Leia Orgulho e Preconceito ou Razão e Sensibilidade. Terminará a leitura encantado, eu garanto. Só então enfrente o perigo. Se a editora pisar na bola de novo, você saberá que o alvo das pedradas será a Landmark - e não Jane Austen.


Belo post! Na falta de edições em inglês, minha pequena biblioteca pessoal espera os relançamentos.
As capas escolhidas pela Landmark beiram o ridículo. Um quê de wallpaper do Windows plus com frente de cadernos baratos da Tilibra. Quando não, são deveras afeminadas.
E eis que a Landmark começa a disputar com a odiosa Martin Claret qual é a editora mais picareta no mercado.
Segundo andei lendo por aí, as críticas devem ser todas destinadas ao tal Fábio Cyrino. Sim, todas. Além de tradutor, o rapaz é um dos donos da Landmark.
Portanto, é ele quem deve ouvir que a edição é péssima. Por todos os motivos: aparência, tradução, qualidade do papel, ética. E que não vale o preço pelo qual é vendida.
Uma coisa a se destacar é a diagramação do negócio. Como é ruim, meu Deus! Primeira página do capítulo: coluna 1 em português, coluna 2 em inglês. Segunda página: coluna 1 em inglês, coluna 2 em português. E na 3 inverte de novo. Confuso pacas.
O papel é pior que o que as duas melhores editoras de livros pocket (L&PM e Cia. das letras) usam. Pior que de jornal, em uma edição que supostamente é de alto nível (bilíngue e tudo mais).
E claro, as capas. Florzinhas. Coisas fofas e em tons róseos. E pior: fotos dos filmes baseados em Jane Austen, como em Orgulho e Preconceito. O mais puro pega trouxa, apesar de às vezes ser agradável olhar para a Keira Knightley na estante.
Excelente post. Agora é aguardar pela resposta da editora – que, suspeito, não virá.
Ah, esqueci.
Sobre a questão das capas menininhas, o Alexandre Soares Silva arranjou uma boa solução há algum tempo atrás:
http://www.apostos.com/soaressilva/2008/12/jane_austen_pra_macho.html
caro e ruim, então? que tristeza! as editoras que detêm os direitos das traduções anteriores, algumas maravilhosas, trancam seu baú e jogam a chave fora. o jane austen em português (http://janeausten.com.br) fez uma bela campanha por conta desse problema, e a lpm encarou fazer a austen completa em português, em edição boa de verdade. http://janeausten.com.br/2009/02/post-aberto-a-lpm-editora/
sei que iniciaram a fase de produção e que a tradução de orgulho e preconceito ficou a cargo da premiada tradutora celina portocarrero. achei fantástico!
obrigada pelo link e pelo comentário no não gosto.
abraço
denise
Meninos!
como gostei de ler e ver que só meninos estão aqui falando sobre Jane Austen e sua obra! brincadeirinha…
No momento que soube do plágio de Persuasão eliminei o destaque que havia dado à Landmark no Jane Austen em português. A Martin Claret fez o mesmo com Orgulho e preconceito (quelle surprise!) e também não entra lá em casa, virtual e literalmente.
Rafael, acrescentado mais um item ao show de horrores da diagramação: fontes sem serifa!
As capas? Jane deve estar fazendo looping na cova… Foto de filme? já nem ligo mais. E se posso palpitar em beleza feminina, a última Miss Bennet, Rosamund Pike, faz jus aos anseios e esperanças de Mamma por ser tão linda e conseguir um bom casamento!
PS: a L&PM, promete lançar toda obra de Jane… estamos tamborilando nossos dedinhos…
Concordo Em Gênero, Número e Grau!
[...] Texto imperdível de Lucas Rizzi no blogue Noves Fora sobre as péssimas traduções e/ou plágios: “Jane Austen em mãos erradas” [...]
A necessidade de historias de qualidade aliado a oportunidade de ganhar dinehri gera este desrespeito com a gente que ama Jane Austes.
Voltei a estudar inglês justamente porque eu quero ler os livros de JA na íntegra, mas mesmo assim me faltara sensibilidade e conhecimento profundo da língua pois sao outros tempos.
Logo irei falar disso em meu humilde blog!
Parabens pelo teu post!
Bem, acho estranho você estar desencorajando os leitor a adquirir as novas obras. Assim, que os leitores que não lêem inglês não devem comprar as traduções da Landmark pela simples razão de que você não gostou da tradução de Persuasão? Então o que estes novos leitores devem ler? As versões traduzidas publicadas na Internet?
Acredito que cada leitor deva tirar suas próprias conclusões de um livro, e se a tradução não é boa, ainda assim é uma forma de ter acesso à um livro que não pode ser encontrado de outra maneira.
Ler um livro ainda é a melhor resposta a qualquer dúvida. Só depois de lido o livro podemos tirar nossas próprias conclusões. Falo por experiência própria, já que quando conheci a obra da escritora, há 15 anos – quando não havia a moda das adaptações – tive que me contentar com traduções antigas, deficientes e até textos em espanhol, até finalmente poder ler os originais, em inglês. Imagina se eu tivesse tido preconceito e não aceitasse ler as únicas traduções que havia?
Mas Atenais, eu não estou desencorajando ninguém. Se você ler com atenção, poderá perceber que eu apenas disse que o melhor, para quem não conhece a obra de Jane Austen, é não começar por essas traduções duvidosas. Ao contrário de você, muita gente pode se sentir desestimulada a se aprofundar na obra de Jane Austen caso começe por uma edição mal feita. Quem faz esse desencorajamento que você disse, é a Landmark, e não eu. Se, como você disse, o leitor deve tirar suas própriar conclusões do livro, então é melhor que ela não tire essas conclusões baseado em uma edição ruim. Afinal, ninguém sabe as qualidades de Jane Austen antes de ler sua obra. E o que a Landmark fez, nessa edição, foi colocar uma sombra sobre todas essas qualidades. Agora, se o leitor já estiver acostumado com a obra, ao ler essa edição, ficará mais fácil para ele perceber as falhas ali existentes. E, sinceramente, se a Landmark é incapaz de fazer uma tradução decente e honesta, tendo em vista que essa não passa de um plágio, é melhor então que não publique Jane Austen ou qualquer outro escritor. Prefiro esperar que alguma editora de qualidade faça esse trabalho, coisa que a L&PM já está fazendo.
Assino embaixo do que a Atenais escreveu.
Acho preconceito qualificar livros que ainda nem foram publicados, com base em apreciação de outro livro. Acredito que cada um deve ler e tirar suas próprias conclusões. É assim que se formam bons leitores.
Ana Maria, em nenhum momento avaliei livros que não foram lançados. Minha análise é de Persuasão. A única coisa que fiz foi deixar um pé atrás em relação aos novos títulos da Landmark. Isso não é preconceito. Se a Landmark perdeu a credibilidade comigo, e com outros leitores também, a culpa é exclusivamente dela e de sua falta de capacidade e honestidade. E é óbvio que cada leitor deve tirar a sua própria conclusão. Nesse post, eu apenas coloquei a conclusão que eu cheguei.
Acho absurda toda essa história do plágio, mas concordo com Atenais e Ana Maria qdo dizem que melhor ter acesso à obra mal traduzida do que não ter.
Sou uma das que só conseguiu ler as obras de uma dessas editoras, e não foi falta de procurar.
Pensei até em comprar as edições em inglês (coisa que ainda pretendo fazer) mas além da dificuldade em encontrar e do custo, acho que ainda não estou apta a fazer uma boa leitura na língua inglesa, apesar de todos meus esforços em estudar o idioma.
Não tenho conhecimento avançado na língua portuguesa para notar tudo que vc menciona e como não estou familiarizada com o texto original realmente fica difícil. Vc despertou minha curiosidade em ler o texto original, mas enqto isso não é possível vou “quebrando o galho” com as obras da Landmark e/ou Martin Claret mesmo, fazer o que!
Gisele, o fato de não existirem outras traduções no mercado não justifica esse descaso da Landmark. Se ela não consegue fazer uma tradução decente – afinal, nem copiar direito a tal editora sabe fazer – prefiro então que não manche a obra de Jane Austen com uma edição tão ruim. Espero que nos livros que estão pra ser lançados isso não aconteça de novo. Mas se por acaso eu ver que o tal Fabio Cyrino foi o responsável pelas novas traduções, prefiro esperar anos e anos por uma decente.
Prezados blogueiros,
eu entendo a indignação de vocês quanto aos pecaminosos plágios. Porém as duas edições acima ainda não foram lançadas e por isso não sabemos quem fez a tradução dos livros. Julgar o livro pela capa, ou melhor pela editora é um ato de preconceito. Sinto muito que no Brasil não temos a imensa quantidade de livros de Jane Austen traduzidos como é na Itália, França, etc.
Só fico com receio ao ler um post como o de vocês, de estar discriminando quem ao sequer conhecemos ou sequer lemos o livro. Enquanto não sair a edição e eu puder ler o conteúdo não seria de bom tom me pronunciar sobre o fato, visto que os livros ainda não existem.
Neste caso, vocês estão falando de fantasmas.
Alessandra, nesse caso você está falando de um post fantasma. No texto, eu falei sobre a tradução do livro Persuasão, lançado há dois anos. Em nenhum momento analisei os outros dois que estão para ser lançados. E não, julgar um livro por editoras que constantemente fazem trabalhos mal feitos, como Martin Claret e Landmark, não é preconceito. Se elas querem ter a confiança do público, então que façam uma coisa decente. É um julgamento baseado em um histórico de picaretagens, tem fundamento. Não é uma arbitrariedade minha.
Leio o livro que está disponível… simples assim…. vou fazer o que se outras editoras não tem! E outra coisa: quem sou eu para me tornar dona da verdade e sair dizendo que editora A ou B plagiou??? Onde estão as provas??? Pelo amor de Deus! Virou o clube da mordaça!Não aguento mais ver essa elite se descabelar ao ver a cada dia que o povo está descobrindo a leitura…. e o melhor, gostando!!!!! ;-)
Bom, Lia, não seja tão limitada de achar que o povo está descobrindo a leitura por causa da Landmark, afinal, livros de 30 reais pra cima, não podem ser consideredos produtos para o povo. Se você realmente acredita nisso, então é você quem faz parte de uma elite completamente descolada da realidade.
Outra coisa, não tenha preguiça de reler o texto com atenção ou ler os comentários. Se você reparar bem, poderá ver que eu apenas disse “como se não bastasse, a editora ainda SOFRE UMA ACUSAÇÃO de plágio…” Aqui, estou apenas relatando um fato que está acontecendo, e nessa mesma frase você encontra um link para o blog nãogostodeplagio, onde você poderá se empanturrar de provas graças ao trabalho muito bem feito da Denise.
Eu citei algum nome de editora???? Nossa que massacre…. e de quebra praticamente fui chamada de burra!!!! ‘descolada da realidade” hehehe… é isso aí! me calo para sempre já que não posso falar o que penso….
Lucas, entendo seu ponto de vista!
Só que ao argumentar sobre a qualidade de Persuasão e colocar imagens dos livros a serem lançado você está fazendo juízo negativo quando diz: “A Abadia de Northanger ainda neste mês, e O Parque de Mansfield em agosto. Boa notícia para os fãs? Nem tanto.”
Se você faz menção ao persuasão e põe as imagens dos outros livros não estaria confundindo ou induzindo seus leitores. Finalmente, você coloca: “Por via das dúvidas, leitor, não compre os novos títulos da editora. Não se arrisque”. A frase anterior já diz tudo: PROIBIDO COMPRAR!
Mas vamos deixar de resenha, mesmo porque ninguém meteria a mão no próprio bolso para processar a Landmark, e enquanto isso plagiando ou não ela ganha dinheiro…
Não quero sair deste comentário parecendo que vim aqui abusar de vocês, pelo contrário, li alguns posts anteriores de vocês e gostei sim! Parabéns!
Alessandra, coloquei as imagens dos livros porque eles que estão para ser lançados. E foi a partir desse gancho que eu analisei a versão de Persuasão da Landmark. Quanto à recomendação de não comprar os livros, eu me refiro àqueles leitores que ainda NÃO CONHECEM a obra de Jane Austen. Afinal, ninguém pode saber das qualidades da autora sem conhecer a sua obra. E a edição de Persuasão simplesmente apaga as características mais marcantes de JA. E quanto aos outros dois que ainda não foram lançados, acho que não vale a pena correr o risco, COMO INICIAÇÃO na obra dela. Agora, depois de já conhecer, acho válido sim, tanto que tenho Persuasão em casa, e pretendo comprar Mansfield Park, em agosta. A Abadia de Northanger, felizmente eu tive a sorte de achar em um sebo. E críticas são sempre bem vindas, apenas estou expondo meus argumentos.
Obrigada, Lucas. De coração.
Lucas,
texto maravilhoso, percepção maravilhosa.
bravo!
Elite descabelada? Lei da mordaça? Isso é brincadeira, só pode.
As provas estão no link que há no texto. Ilustrativo, ponto por ponto, o blog relacionado mostra que o texto da Landmark é, com pouquíssimas alterações, o mesmo da edição lusa.
O Lucas não julgou os livros que virão, e nem disse que eles seguirão necessariamente o modelo de Persuasão. Disse sim que existem motivos objetivos para acreditar que seguirão, pois há um histórico não só de má tradução, mas de plágio descarado.
Ou seja, convém não acreditar que a Landmark não fará um bom trabalho, como convém não mais acreditar na honestidade de uma editora como a Martin Claret, já pega uma dezena de vezes em casos de cópia.
O que isso tem a ver com a elite censurando seja lá quem for, eu não sei. Alguém me explica?
Se me permitem:
Denise comenta sobre o papel pedagógico dos blogs
[...] do NovesFora agradecemos a todos os blogs que repercutiram o texto do Lucas sobre o péssimo – e aparentemente desonesto – trabalho que a editora Landmark vem fazendo ao [...]
Olá, alguém poderia me dizer se a versão de “Orgulho e Preconceito” da Ediouro é boa? Obrigada.
Olá. Eu comprei e li a edição de ‘Persuasão’ da Landmark e o que posso dizer é que, sim, é uma porcaria. E, ainda, o livro vem lacrado! Honestamente, me senti lesada. Enviei um e-mail para a editora e não obtive resposta.
A absoluta falta de cuidado já começa na orelha do livro, mal escrita e cheia de erros sobre a obra de Austen e suas adaptações para o cinema.
Algumas pessoas já escreveram, porém gostaria de deixar meu comentário. Espero não “ofender” ninguém…
As obras de Jane Austen são realmente difíceis de encontrar, principalmente, as obras supra citadas, mas mesmo sendo a tradução de baixa qualidade, penso que, na falta de outra melhor devemos lê-la sim, com intuito de conhecimento. Assim quando encontrarmos outras traduções, comprá-las-emos e as leremos de novo.
Lucas, se eu já não conhece e tivesse lido as obras, realmente, ficaria desanimada em conhecer depois de suas palavras.
Devemos ler sim traduções e traduções, pois assim, nós leitores, teremos condições e argumentos de questionar qualquer editora que traduza livros (ou outros textos)!
Se não conhecemos o trabalho feito como avaliar e, só então, fazer suas observações?????
Acho sempre salutar a crítica à um editora que, até onde sei, não tem prezado pelo cuidado editorial. Bom post. Mas faça lá uma correção para não perder a força da sua crítica: “enxer os olhos dos mais”. Encher é com ch e não x. Gostei do blog de vocês. Abraços, Heitor
“Conforme já anunciado em seu site oficial, a editora irá relançar A Abadia de Northanger ainda neste mês, e O Parque de Mansfield em agosto. Boa notícia para os fãs? Nem tanto.”
infelizmente sua previsão parece ter se revelado correta. saiu a seguinte matéria nestes dias, no caderno G da gazeta do povo:
http://portal.rpc.com.br:80/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=895825&tit=A-ingenua-Catherine-Morland -
“Nova edição
Tudo isso dito para a notícia de que A Abadia de Northanger recebe nova edição, bilíngue, pela Landmark, voltando ao alcance das mãos nas prateleiras brasileiras. É de se lamentar, contudo, o quanto a tradução deixa a desejar, falha que uma revisão atenta dissiparia.
Sorte ou azar, a coexistência dos textos em português e inglês expõe as fragilidades e, quando o que se lê soa sem sentido, basta recorrer à coluna ao lado, se o entendimento de inglês for suficiente para captar alguma ironia, e lê-la no idioma sotaque britânico da autora.
Mais grave é que não se trata de um caso isolado. O volume bilíngue de Persuasão, editado pela Landmark no ano passado, padecia de problemas semelhantes. A obra de Austen ainda carece de atenção e cuidado devidos.”
vá lá que a jornalista foi muito bondosa em afirmar que o problema de persuasão era de falta de revisão e frases sem sentido. como se sabe, era muito pior… mas que a ruindade da landmark está virando unanimidade, isso está!
abraço
denise
Acho que o fato de colocar o assunto já valida o texto do Lucas.
Parabéns pela iniciativa de lançar uma crítica antes que os leitores tivessem acesso e pagassem.
Li a Abadia de Northanger, traduzida por Landmark e não gostei também, a obra tem erros de tradução como:
“That houre cannot go less than ten miles an hour.”
na tradução está:
“Esse cavalo faz menos que dez milhas por hora.”
A tradução correta é
“Esse cavalo não faz menos que dez milhas por hora.”
Achei um erro muito basico, pois o homem não ia falar mal do proprio cavalo, e existem outros erros também e alem disso li num site que pode ter ocorrido um possivel plágio na tradução.
Bom, que pena que ja que não achamos as traduções antigas desses tres livros da Jane Austen, temos que nos contentar com essa tradução, não muito boa.
Obs: Desculpe se estou sendo injusta e se o erro foi meu.
gostaria que me ajudassem, por favor.Preciso do nome da musica do segundo baile em que jane austin dançou com tom lefroy na casa de wisley no filme becoming jane.Desde já agradeço a atencao dispensada, eliane